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quarta-feira, 20 de julho de 2011
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“Em Blumenau, racismo é mais comum que parece e ninguém toma providência”
Ator mineiro é vítima de violência policial
20 de julho de 2011
20 de julho de 2011

O ator, DJ e Designer, Alexandre de Sena, fortemente agredido por policiais militares que o chamaram de “negão”. Em seguida partiram para uma sessão de socos e pontapés.
De acordo com os testemunhos, Alexandre estava com amigos no momento em que uma viatura chegou e, de maneira agressiva, mandou o pessoal se dissipar. Voltados para Alexandre, falaram “vaza, negão”. Ao questionar o posicionamento dos policiais, o ator foi brutalmente agredido com coronhadas, socos e chutes.
Um dos policiais ainda voltou ao carro para pegar uma arma. Alexandre chegou a ser agredido com várias coronhadas de escopeta. Logo em seguida, os policiais foram embora, como se nada tivesse acontecido.
“Era um encontro entre pessoas envolvidas com o Festival. Estavam cerca de 60 pessoas, brasileiros e estrangeiros, conversando sobre possibilidades profissionais, quando chegas os policiais”, afirmou Alexandre.
O artista afirmou que “de uma certa forma fico mais tranquilo por ter acontecido comigo, porque consigo fazer ecoar a informação e provocar que a situação não fique impune e que mais casos aconteçam. Em Blumenau, racismo é mais comum que parece e ninguém toma providência. Espero que um dia isso acabe”.
O ator sofreu várias escoriações pelo corpo e, de acordo com os médicos que o atenderam, um de seus tímpanos pode ter sido perfurado por causa das fortes pancadas durante a agressão.
Rotina de violência
Para a população negra quase não há surpresa com relação ao ocorrido, posto que a violência policial contra negros é a rotina da polícia militar.
O caso de Alexandre ganhou notoriedade em virtude de seu reconhecimento como grande artista mineiro. Porém, em outras situações sequer é dado o direito de qualquer defesa, como foi o caso do garoto Juan, executado pela polícia fluminense.
O que está colocado e a luta pela dissolução de todo aparato repressor do estado, e a constituição de corpo de segurança composto pela própria comunidade. Além, claro, do direito de auto-defesa da população negra, bem como a luta contra o desarmamento.
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